sábado, 24 de dezembro de 2011

Presentes inesquecíveis em uma época especial!

Boa tarde a todos!
Não postei nestes últimos dias porque estava viajando com meu namorado.

Fomos para a capital mundial da diversão e o resultado foi muita risada, muitos momentos inesquecíveis e alegria suficiente para superar qualquer vestígio de sofrimento.

Inclusive passei meu aniversário lá!!! A meia noite estávamos dentro de um balão, nos ares daquele lugar lindo, com vista para a cidade toda iluminada...ai que delicia!

Diz ele que o momento mais especial da viagem, foi quando eu disse, do fundo do meu coração que estava tão, mais tão feliz, que havia esquecido tudo o que passei neste ano.

E era verdade...alguns dias de diversão já foram suficientes para renovar e agora sim, começar o próximo ano recuperada não só da saúde, mas da cabecinha também!!!

Confesso que essa época do ano é a minha favorita! Uma seqüência de aniversário, natal e ano novo! Só comemorações especiais.

Mas junto com a alegria de celebrar, vêm também as saudades das pessoas que eu gostaria que estivessem fazendo parte destes momentos.

As lembranças são inevitáveis e o aperto no peito à meia noite do dia 24, durante a oração feita pela família inteira em volta da mesa da ceia, parece que cada ano vem mais forte.

Este ano a falta foi grande, bem grande!

Mas, pela primeira vez, recebi sinais que jamais esquecerei e que me fizeram ter a certeza de que as pessoas lá de cima também acompanharam essa jornada e comemoraram o resultado vitorioso.

Um dia desses, fui almoçar com os colegas de trabalho e pela primeira vez, começamos a falar sobre sonhos, vidas passadas, crenças e se algum dia iremos encontrar nossos parentes que já se foram.

Naquele momento comecei a sentir uma coisa estranha, uma agonia inexplicável e por alguns instantes fiquei em silêncio. Foi quando peguei o celular para ver se havia alguma ligação e lá estava a explicação para o rumo que nossa conversa havia tomado.

18 de novembro de 2011.

11 anos que minha mãe faleceu.

Nossa...fiquei arrepiada e pedi para sairmos de lá!

Não queria contar para eles para não prolongar o assunto, mas a mudança na minha expressão foi totalmente notável.

Ao chegar no escritório tive atuar como em um teatro e disfarçar a minha vontade de largar tudo e ir embora.

Faltando apenas alguns minutos para meu expediente encerrar, já sem conseguir agüentar mais, fui ao banheiro lavar o rosto e respirar um ar puro pela janela. E foi aí que eu senti a presença DELA!

Difícil transmitir o sentimento que tive naquela hora, mas aí vai!

Ao abrir a porta do banheiro localizado no 8º andar da Av. Paulista, onde todos os dias se ouve apenas as buzinas e sirenes pela única janela da qual tenho acesso, meu coração acelerou e meus olhos encheram de lágrimas.

Não era possível! Como poderia estar acontecendo aquilo? De onde vinha aquela música? Abri a janela e me debrucei tentando localizar a origem do som, mas não havia nenhuma festa, nenhum evento.

Quem estaria ouvindo música naquela altura no meio de infinitos prédios comerciais?

Comecei a chorar e fiquei paralisada até a música acabar e o silêncio tomar conta do meu coração novamente. Acabou? Era só aquela canção?

Fiquei em estava de choque, sem achar nenhuma explicação para o que tinha acabado de acontecer.

Desde o falecimento dela, tem apenas uma música, UMA só que eu não posso ouvir de jeito nenhum sem me debruçar em lágrimas.

Lógico que tem umas e outras que eu lembro, mas essa, essa não dá!

Cada palavra, cada frase se encaixa nos meus sentimentos! Parece até que eu compus para ela....

“Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...”

Pois é...era essa a música que estava vindo de algum lugar em minha direção, no momento em que fui ao banheiro para recuperar as forças!

E novamente, agora na viagem fomos em uma cantina italiana para almoçar no dia do meu aniversário! Ahhh...sou de família italiana dos dois lados e lógico que é minha culinária favorita.

Estávamos lá sentados conversando, esperando pelo nosso pedido, quando começou a tocar uma música italiana que TODAS as vezes que eu entrava no carro do meu avô, ele colocava para eu cantar com ele.

Não é uma música famosa, eu nunca mais tinha ouvido desde que ele se foi.

Era uma música que nós dois adorávamos e tocou na hora que entramos e sentamos no restaurante, no dia do MEU aniversário.

Foi incrível!!!

Novamente meus olhos encheram de lágrimas ao mesmo tempo que um sorriso gigantesco se formou no meu rosto.

Teria um presente melhor?!

Enfim, cada um tem uma interpretação, mas a minha é que eles estão mais “perto” do que nunca e através dessas demonstrações de presença, me disseram: a batalha foi difícil, mas você conseguiu!!! Parabéns!

Este ano a emoção já está tomando conta de mim, mas de uma forma diferente.

Não é apenas a saudades de todos os dias, é também, a certeza de que mesmo não podendo vê-los, pude sentir a presença do meu querido avô que passou pelas mesmas coisas que eu, da forma mais magnífica possível, e da minha mãe que deve ter sofrido junto comigo, mas veio na hora certa, me confortar como com um abraço bem apertado e gratificante pela conquista da vitória.

Acho que o Papai do Céu permitiu que eles me dessem um sinal de presença na minha vida, como um prêmio para quem acabou de pisar na linha de chegada!

Feliz Natal a todas as famílias!!!!