quarta-feira, 28 de agosto de 2013

É preciso ver para crer?

Dessa vez eu sumi para valer!!! Prometo não fazer mais isso, ok?

Não escrevo desde março e nesse tempo muitas coisas aconteceram.

Se 2011 foi o ano que me dediquei a minha saúde, 2013 está sendo o ano acadêmico. Lógico que não quero comparar o nível das dificuldades, mas desafio é desafio. Por isso que para algumas pessoas um problema X, pode ser o fim do mundo, enquanto que para outras não passa de uma besteirinha – e eu costumo estar classificada no grupo dessas “outras pessoas”.

Se tudo der certo, vou me formar em julho de 2014 e quando esse ano de 2013 começou, já sabia que seria uma loucura. No curso de direito do Mackenzie entregamos o trabalho de conclusão de curso no 9º semestre e não no 10º. Além disso, para quem não sabe, os alunos matriculados no 5º ano (9º semestre) podem prestar o exame da OAB e, se passarem, já está valendo.

Ou seja, juntou TCC, OAB e a minha ansiedade de ver tudo isso acabar!!!

Por essas razões e como sou uma pessoa que planejo cada centímetro dos meus passos pelos próximos meses (o que é péssimo, acreditem), eu e meu namorado fomos viajar por uma semana no fim de maio, já que o segundo semestre prometia ser uma correria louca.

A viagem foi maravilhosa e veio no momento certo, mas, no fim das contas, sofri mais pensando como tudo iria acontecer do que de fato agora que as datas estão se aproximando.

Comecei a temporada sendo madrinha do casamento de uma grande amiga. Casamento dos sonhos, lindo, na praia, noivos apaixonados, madrinhas super animadas e convidados em sintonia. Sabe quando tudo acontece da melhor forma? Inesquecível!!!

Depois de uma semana foi a prova da primeira fase da OAB. São 80 questões múltipla escolha e eu tinha que acertar 40. Lógico que eu estava ansiosa, mas bem calma perto dos meus colegas de sala, por exemplo, que acabaram com a minha tranquilidade cultivada com muito cuidado durante as férias....rsrs!!!

Antes de ir para a prova, orei e pedi que o melhor fosse feito. Não pedi desesperadamente para passar e fiz promessa de ficar 6 meses sem comer chocolate ou qualquer coisa do tipo. Pedi para que o Papai do Céu me iluminasse e que se fosse para eu passar, que eu passasse. Se não fosse, tudo bem. E fui para a prova com a minha Santa Rita no peito.

O gabarito saiu no mesmo dia e, ao corrigir as questões, cheguei no meu resultado: 39. Precisava acertar 40 para passar e tinha feito 39. TRINTA E NOVEEEEE!!! Alguém acredita? Na hora fiquei um pouco chateada...poxa, por uma?

Como a prova foi muito difícil e os professores dos cursinhos preparatórios estavam criticando a elaboração das questões e o péssimo desempenho das pessoas que prestaram, começaram a surgir as hipóteses de anulação de questões. Todo mundo falando que quem tinha acertado 38 ou 39, deveria fazer a matrícula em algum desses cursinhos que preparam também para a 2ª fase da prova que é em outubro.

Eu, no calor das emoções, acordei na segunda-feira decidida a fazer o tal cursinho e estudar, pois com certeza anulariam uma e eu estaria aprovada. Conversei no estágio e já estava tudo certo para fazer as aulas três vezes por semana no período da manhã. No dia seguinte, acordei cedinho para assistir a aula inicial e fazer a matrícula. Mas sabe quando tem algo incomodando? Mas assim...incomodando muito?

Pois é! Eu estava angustiada e não sabia o por que. Foi tudo muito rápido e tratavam-se de decisões tomadas no auge da emoção.

Já pronta para ir para a primeira aula, sentei na minha cama e conversei comigo mesma: listei os efeitos desse “investimento” na minha tão esperada aprovação e vi que estava fazendo tudo aquilo porque as pessoas me disseram para fazer. Mas e medo de me arrepender depois? Foi nesse momento que tive certeza de qual caminho deveria seguir. 

Quando eu acabei a prova e fui passar as questões para o gabarito, lembrei que os professores disseram que nesse momento não deveríamos mudar nenhuma resposta e mesmo assim eu mudei 4.

4 questões que eu assinalei uma coisa e na hora de passar o gabarito resolvi mudar as respostas. Acreditem...as 4 respostas iniciais estavam CORRETAS! AS QUATRO!!! E obviamente, quando eu mudei, optei pelas respostas erradas. Ou seja, eu poderia tranquilamente ter passado com 43 e estaria mais do que aprovada, mas não foi assim.Quando corrigi o gabarito e vi essas 4 certas, mas, na verdade, erradas, me deu uma raiva profunda.

Naquele momento, sentada na minha cama e medindo as consequências da minha decisão, lembrei desse fato e pensei: poxa, antes da prova eu pedi que o melhor acontecesse. Que se não fosse o momento para eu passar, que eu não atingisse a nota mínima. E como que nos últimos minutos da prova me dá um “tchum” na cabeça e eu mudo exatamente o número de questões necessárias para ser reprovada? Não mudei duas ou três...mudei quatro.

Olhei para a minha santinha rita que fica no meu criado mudo, dei um sorriso e agradeci! Não sei e nunca saberei se era esse mesmo o recado ou se eu com as minhas teorias malucas acabei desistindo de alguma coisa importante, mas a decisão foi essa: não passei, então vou prestar a prova de dezembro! Além do mais estarei de férias da faculdade, não vou viajar e poderei fazer o cursinho a noite e me dedicar para a 2ª fase sem provas na faculdade, além, é claro, de já ter apresentado meu TCC e ser uma pessoa muito mais calma. (eu me esforço diariamente para isso...rs!)

Tudo bem que até agora tem gente tentando colocar na minha cabeça que eu não podia ter desistido, mas depois que decidi isso senti que tirei 5 toneladas das costas. Sei que essa situação me causaria muito nervoso, ansiedade e, ainda, poderia prejudicar até a minha saúde. E, afinal, só serei advogada quando me formar, certo?

Enfim, contei esse episódio da minha vida para dizer uma coisa: essas situações sempre aparecem nas nossas vidas e cabe a cada um interpretar da forma que achar melhor. Podemos nos lamentar, chorar, reclamar ou então, pensar que alguma razão teve para aquilo acontecer. É o caso da pessoa que perde o horário para um compromisso ou uma viagem e depois descobre que se livrou de um acidente, por exemplo.

O grande problema, no meu ponto de vista, é que a maioria só se conforma das “curvas” que a vida dá quando recebe provas concretas de que era a melhor solução. As pessoas precisam ver para crer. São pessoas sem fé, e, por favor, entendam FÉ de qualquer crença ou religião. Só que tem coisas que vão muito além do que nossos olhos podem enxergar. Uma vida inteira, quanto tempo quer que ela dure, as vezes não é suficiente para algumas provações.

E ai? Continuar se lamentando? Procurando uma resposta para cada questão? Pensando como seria se a escolha tivesse sido outra? Se não tivesse mudado as benditas quatro questões?

Para mim, fazer o bem, ser uma pessoa correta e ter muita FÉ, são as coisas que me direcionam para a melhor “trilha da vida”. O que vier no caminho, enfrentarei com todos os meus milhões de princípios que não deixo de lado em momento algum, por pessoa nenhuma e, principalmente, jamais deixarei para conseguir o que quer que seja.

O resto, Deus ajuda!